O número divulgado pelo TSE é impressionante e significativo. De acordo com o tribunal, 155 milhões de brasileiros estão habilitados para votar nas eleições municipais, quando serão escolhidos prefeitos e vereadores nos mais de cinco mil municípios de todo o país. Trata-se de um evento de grandes proporções em que as pessoas poderão dar a palavra final sobre quem deverá ser a autoridade máxima para governar e legislar em suas localidades. Com as crescentes atribuições repassadas aos entes municipais em matéria de saúde, saneamento, educação, trânsito e até mesmo segurança pública, as eleições se revestem de suma importância, inclusive para tratar de temas que estão na ordem do dia, como é o caso das questões ambientais, que vêm desafiando as autoridades e atingindo áreas urbanas e rurais com prejuízo de toda ordem para seus moradores. São muitos os temas em nível municipal que demandam a atenção dos munícipes, que, desta vez, não poderão ter olhos apenas para assuntos locais, uma vez que diversas obras somente serão possíveis com uma articulação de prefeituras, governos estaduais e União.
O RS é um exemplo claro e inequívoco sobre isso. Neste ano, em maio, o Estado foi atingido pela maior catástrofe ambiental de sua história. A grande maioria dos seus 497 municípios foi obrigada a decretar estado de calamidade como forma de receber recursos com menos burocracia e geri-los com a agilidade que o grave momento exigia. As economias locais ficaram abaladas, quando não arrasadas, e as medidas de recuperação são de curto, médio e longo prazos, sendo que muitas deles não são de fácil operacionalização, o que torna necessário que os futuros gestores estejam afinados com as prioridades de suas comunidades.
Diante dessa realidade, participar do pleito eleitoral de forma consciente, selecionando os melhores candidatos e as melhores propostas, é o mínimo que cada eleitor deve fazer, visando ao bem comum do lugar onde vive. Valorizar o voto como instrumento de efetivação do interesse público é uma postura salutar e digna.