É difícil passar um dia sem que se saiba notícias de um golpe, novo ou velho, sendo praticado “na praça”, como se dizia antigamente. Em termos de golpe antigo, temos o bilhete premiado, que continua a fazer vítimas através dos tempos, causando prejuízo de monta para milhares de vítimas. Já em relação a golpes novos, alguns nem são tão novos assim, como o falso sequestro por telefone, que se mantém aterrorizando muitas famílias. Já outros se valem do uso de novas tecnologias, o que envolve mensagens eletrônicas maliciosas, golpe do Pix, falsa central telefônica, clonagem de cartão de crédito, entre outros. O fato é que os criminosos vão também explorando a evolução dos meios tecnológicos e se aprimorando nas suas práticas delituosas.
Nesse contexto, as autoridades da área da segurança pública são cada vez mais demandadas a darem uma resposta à ousadia dos meliantes, que causam danos a terceiros e ameaçam a sobrevivência dos que são alvos de suas condutas reprováveis. É o caso da Polícia Civil do RS, que deflagrou uma ofensiva, denominada Operação Charlatan, visando combater um ilícito popularmente conhecido como o do “falso advogado”. O golpe se vale de contato com litigantes em ações judiciais em nome de supostos operadores do direito para ludibriá-los, informando que há valores a receber e que, para tanto, eles têm de pagar custas referentes a honorários, taxas, impostos e emolumentos. Envolvem processos que realmente existem, com dados obtidos em acessos públicos, o que leva os clientes a se acharem perante uma mensagem idônea. A iniciativa contou com 60 policiais gaúchos e cearenses, que cumpriram 24 mandados de busca e apreensão e 12 prisões temporárias em cidades do Ceará. Para a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, tratou-se de “uma investigação qualificada, a qual ultrapassou fronteiras”.
Esse tipo de estelionato está recorrente no dia a dia. Nesta terça, a Anvisa emitiu nota esclarecendo que não emite cobranças de procedimentos sanitários. Urge que as pessoas estejam prevenidas para não caírem nessas ciladas. A informação é o antídoto contra esses ardis, além dos devidos registros policiais para subsidiar a repressão a esses grupos criminosos.