Neste 1º de janeiro, milhares de prefeitos assumiram seus cargos em mais de cinco mil municípios brasileiros. Muitos deles ocupam o cargo pela primeira vez e outros tantos estão sendo reeleitos para desempenhar a relevante função de governar suas cidades. No Rio Grande do Sul, o mesmo procedimento ocorre nas 497 prefeituras do Estado. Ao mesmo tempo em que se renovam os votos de um novo ano, no qual se expressam desejos de boa saúde, paz, felicidade e conquistas variadas, também se tem a legítima expectativa de que nossos governantes tenham como norte realizar um bom trabalho em prol das suas comunidades.
Como é comum se ouvir, antes de residir nos estados ou na União, as pessoas moram nas suas urbes e, portanto, é lá que elas têm que ser atendidas em suas demandas básicas, que envolvem saúde, educação, saneamento, trânsito, mobilidade urbana, fiscalização de serviços, lazer, esporte e infraestrutura, entre outros itens. É por isso que os prefeitos precisam contar com um orçamento suficiente para realizar suas atribuições, que são essenciais para o cotidiano de seus munícipes. Além dos serviços referidos, é preciso lembrar o quanto é importante investir em ações contra as cheias, bem como, paradoxalmente, preparar-se para os períodos de estiagem. Em termos de Rio Grande do Sul, que vem de vivenciar a maior tragédia climática da sua história, ter um cronograma de obras contra ocorrências como as das enchentes, desassoreando rios e criando meios de conter os transbordamentos das águas, é algo urgente e necessário.
No momento em que os mandatários, novos e reeleitos, começam a governar, resta desejar-lhes sorte em sua nobre missão de conduzir os destinos de seu município. Deles dependem o bem-estar de sua coletividade, o que não é pouca coisa num país que ainda tem muito a melhorar no tocante às condições de vida de seu povo, que tem suas justas aspirações a serem equacionadas.