A democracia é o sistema mais apropriado para se viver em sociedade porque ela permite que toda a atividade estatal seja efetivamente fiscalizada. Dentro do regime republicano, existe a separação de poderes, com um administrando a estrutura de governo, o Poder Executivo; outro legislando e fiscalizando, o Poder Legislativo; e outro examinando a legalidade e a constitucionalidade das leis, o Poder Judiciário. Cada um deles formata seu organograma a fim de cumprir suas funções precípuas, de acordo com o que demanda a execução de suas atribuições.
No caso do Legislativo, além das regras para a votação de normas gerais, com os mecanismos exigidos, como a tramitação nas comissões, também existe uma rede de fiscalização que têm os tribunais de contas com um papel primordial em nível federal, estadual e até mesmo municipal. Pelo princípio da simetria, ao Tribunal de Contas da União correspondem os tribunais de contas dos estados. Existem dois tribunais de municípios, São Paulo e Rio de Janeiro.
Visando a garantir um acompanhamento efetivo da atividade pública, a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) está demandando os entes federados para que melhorem seus índices de visibilidade de suas ações por parte da coletividade dentro do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP). Sem dúvida, isso é muito importante para que as comunidades possam acompanhar projetos, programas e, claro, o aporte de recursos públicos nessas iniciativas.
No Brasil, não é incomum que um governante eleito tão logo assuma interrompa o que foi feito pelo seu antecessor. Essa descontinuidade é algo que precisa ser acompanhado de perto para que seja possível evitar que verbas do erário, bem como o trabalho do corpo funcional envolvido, sejam alvo de malversação. Num país em que o povo enfrenta tantas carências, urge otimizar gastos e realizar o máximo com os valores orçamentários disponíveis. Para tanto, os órgãos de controle exercem um papel fundamental.