Editorial

G20 Social como fórum relevante

O Brasil, por presidir o G20, que reúne as maiores economias mundiais, tem uma responsabilidade que precisa ser exercida em sua plenitude. Urge ser propositivo com medidas que apontem para a erradicação da pobreza e da miséria.

Cada vez mais as nações mais poderosas do mundo precisam se preocupar com a elaboração e aplicação de políticas públicas eficientes para mitigar as disparidades sociais que atingem as populações do planeta. Esse alinhamento com a diminuição da pobreza e das doenças que advêm do subdesenvolvimento nos países mais pobres configura uma ação concreta no sentido de atingir uma paz no cenário internacional em busca de um equilíbrio maior na pacificação de conflitos e na minoração dos dramas vividos por refugiados e contingentes vulneráveis.

Nesse contexto, o Brasil, por presidir o G20, que reúne as maiores economias mundiais, tem uma responsabilidade que precisa ser exercida em sua plenitude. Ser propositivo com medidas que apontem para a erradicação da pobreza e para a distribuição de renda é uma de suas atribuições em face do cargo que ocupa. Também é importante a realização de fóruns de debates em que a pauta seja esses temas sensíveis, com a disposição de encaminhar as iniciativas pertinentes a alcançar os objetivos de igualizar uma realidade tão desigual, como se vê, por exemplo, nos dramas dos povos africanos.

Em face desse panorama, os eventos preparatórios do G20 Social, que ocorrerá em de 14 a 16 de novembro, no RJ, assumem redobrada importância. A proposta do fórum foi apresentada pelo presidente Lula e envolve a deliberação acerca de proposições que possam contribuir para diminuir as desigualdades globais. Entre elas, está a que requer que os diferentes governos garantam espaço nos orçamentos para aportes que possam viabilizar as demandas apresentadas pela sociedade civil. Na atividade preparatória, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, reforçou essa ideia e citou a importância, por exemplo, de debater sobre as mudanças climáticas e de agir efetivamente sobre elas.

Por certo, sem união entre os países que dominam o PIB mundial, pouco poderá ser feito em prol da melhoria das condições de vida na atualidade. Combater a miséria exige recursos e celeridade.