A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou uma operação de monta para desbaratar uma quadrilha que atuava usando nudes de menores para extorquir homens em todo o país. A par desse delito, o grupo interestadual praticava crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, porte ilegal de munições e armas de fogo e corrupção de menores. Ao menos 33 pessoas foram presas durante a Operação Cantina deflagrada nesta segunda-feira. O objetivo era a desarticulação de uma associação criminosa que aliciava meninas para obter suas fotos e repassar para terceiros, os quais, sentindo-se confiantes, também enviavam fotos ou vídeos íntimos e a partir daí eram extorquidos com ameaças de divulgação do material em posse dos criminosos, que também alegavam que eram policiais e que, se não houvesse pagamentos, haveria a divulgação das fotos íntimas das vítimas, o que poderia lhes causar danos irreparáveis à sua reputação. A investigação apurou que os delinquentes faturaram cerca de meio milhão de reais e que um dos extorquidos chegou a pagar R$ 100 mil. Muitos deles pagavam sem registrar a ocorrência por vergonha da repercussão em seu meio social.
Esse tipo de ocorrência deve servir para que as pessoas que constituem o público-alvo desses meliantes fiquem atentas para desconfiar de meninas que venham a se aproximar deles via redes sociais demonstrando um interesse que não existe e, ainda, em seguida, partindo para uma conversa que não deve haver entre um adulto e uma menor de idade. Outrossim, é muito importante que quem for abordado em situação semelhante, tão logo desconfie dos interesses de quem o está demandando, colha as informações pertinentes e as encaminhe para as autoridades por meio dos canais disponibilizados para a população a fim de que ela denuncie tais ilícitos penais.
É preciso que, à criatividade da bandidagem, corresponda o bom senso dos cidadãos. Esse golpe aposta na desinformação e o modo de operação, embora muito conhecido, continua a causar danos. Urge estar atento para evitar cair nessa falácia.