O Ministério da Saúde iniciou, a partir desta segunda-feira, uma ampla campanha de vacinação contra a gripe na sua modalidade conhecida como influenza (H1N1), que é mais forte e perigosa do que a infecção comum. O acometido está sujeito a febre alta, calafrios intensos, tosse seca e contínua e dores musculares, além de que o H1N1 tem maior potencial danoso, podendo causar complicações respiratórias de maior gravidade. Para evitar a disseminação dessa chaga, é fundamental que a cobertura vacinal seja a mais abrangente possível em relação ao público-alvo.
Inicialmente, a prioridade da vacinação envolve os chamados grupos de risco, que são formados basicamente por crianças de seis meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, e cuja meta de imunização está em 90%. Também fazem parte dos segmentos prioritários trabalhadores da saúde, puérperas, povos indígenas, profissionais das forças de segurança, pessoas com deficiências permanentes, contingentes privados de liberdade, moradores de rua, entre outros. De acordo com o MS, as doses distribuídas na rede pública protegem contra um total de três vírus do tipo influenza e garantem uma redução do risco de casos graves e óbitos provocados por essa enfermidade. Não há incompatibilidade com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação e, para a campanha de aplicação deste ano, a pasta está ofertando, até o momento, um montante de 73,6 milhões de doses. No primeiro semestre, 67,6 milhões de doses devem ser distribuídas para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No segundo semestre, 5,9 milhões delas serão remetidas para o Norte.
Nunca é demais fixar que a ciência fez e faz seu papel para salvaguardar a saúde coletiva. Os imunizadores são seguros e eficientes, salvando vidas. A onda de desinformação não pode nem deve ser um fator que impeça as famílias de se proteger de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esta é uma situação em que todos fazem muito por cada um e cada um deve fazer o mesmo por todos.