De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, por ocasião das atividades relativas ao Dia Mundial do Doador de Sangue, 14 a cada mil brasileiros são doadores regulares dessa substância tão fundamental para salvar vidas. Com isso, tem-se que 1,4% da população faz doações frequentemente, o que situa o país dentro dos parâmetros definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que avalia ser recomendável que o índice se mantenha entre 1% e 3%. Em 2022, houve registro de 3,1 milhão de coletas de sangue em todo o território nacional.
As iniciativas são as mais variadas no sentido de incentivar tais doações. Em Porto Alegre, uma lei de autoria do vereador José Freitas criou a Semana do Municipal do Doador de Sangue. A coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Joice Aragão, lembrou que cada doação pode ajudar a salvar até quatro pacientes. Ela também ressaltou que é importante aumentar o lastro de doadores neste período do ano por conta de baixa nos estoques de sangue. Isso ocorre devido à aproximação das férias escolares e das festas juninas, bem como pela mudança de estação, com o advento do inverno. “Isso tem um impacto na assistência como um todo”, afirmou a servidora pública. Ter uma quantidade compatível de sangue é essencial no caso de tratamentos e intervenções médicas de grande porte e complexidade, como transfusões, transplantes, procedimentos oncológicos e cirurgias, além de enfermidades crônicas, como anemia, distúrbios de coagulação, doenças renais e câncer.
Esse percentual de 1,4%, ainda que dentro das indicações da OMS, não pode ser nosso limite, mas um ponto de partida para que cheguemos a um contingente ainda muito superior ao atual de doadores cadastrados e disponíveis para serem acionados a qualquer momento. Com as novas tecnologias, isso pode ser feito em tempo recorde. Criar uma rede de solidariedade abarcando o país do Norte ao Sul é uma tarefa que precisa fazer parte do nosso dia a dia.