O governo federal está anunciando o investimento de R$ 100 milhões na criação de mil laboratórios maker na Educação Básica, no ensino público, com ênfase nos anos finais do Ensino Fundamental. Trata-se de espaços de prototipagem e inovação, nos quais jovens poderão implementar na prática suas ideias e projetos. Terão prioridades as escolas situadas em áreas de alta vulnerabilidade social. O projeto faz parte do Programa Mais Ciência na Escola, com parceria entre os ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), sob execução do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Deve ser saudada esta iniciativa que visa criar uma rede conectada de unidades escolares com docentes e com técnicos especializados que darão o suporte para que, na ponta, os alunos possam desenvolver suas pesquisas e, assim, encontrar seu caminho numa área em que o país é carente de profissionais. A realidade é que, em qualquer um dos seus segmentos produtivos, o Brasil precisa de mão de obra especializada que possa agregar valor à sua produção a fim de atender demandas por bens e serviços cada vez mais complexas num mercado internacional cada vez mais competitivo e num interno cada vez mais exigente. Isso pode ser decisivo para que tenhamos os pesquisadores de que tanto precisamos num tempo em que as novas tecnologias se tornam gradativamente mais decisivas para a elaboração de itens disputados na esfera mundial. Somos um grande fornecedor de alimentos para o mundo, por exemplo, e para continuar nessa posição de destaque, urge investir nos nosso jovens desde sua adolescência.
Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a juventude gosta muito de ciência, mas lhe faltam oportunidades para se envolver com ela e desenvolver seu potencial. Romper com essas barreiras é tarefa para as autoridades do ensino. Nesse sentido, aproximar os alunos do conhecimento científico e tecnológico é um jogo de ganha-ganha, pois isso beneficia tanto a eles quanto à nação.