O trabalho desenvolvido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é cheio de desafios, notadamente num país de dimensões continentais como o nosso. Não basta ter estruturas eficientes de forma localizada, pois é preciso otimizá-las para que seus serviços possam ser oferecidos em todas as mais de 5.500 cidades brasileiras. Desta forma, urge que as prefeituras e os estados estejam aptos a captar recursos e a desenvolver obras que venham a dar suporte para um atendimento qualificado aos usuários. Nesse sentido, esses entes precisam estar qualificados para participar de editais e de programas capitaneados pela União a fim de injetar verbas em suas redes locais do SUS.
Atualmente, o tempo corre para que entes estaduais e municipais se habilitem para participar do programa de retomada de obras do governo federal. O Ministério da Saúde prorrogou até esta sexta-feira o prazo para que gestores estaduais e municipais façam sua adesão e assinem o Termo de Repactuação para Retomada de Obras na Saúde (TRR). A previsão inicial da pasta era que o prazo anterior expirasse na sexta-feira do dia 3 de janeiro. A normativa serve tanto para obras novas quanto para aquelas que se encontrem paralisadas e constitui uma excelente oportunidade para construir outras unidades do SUS em todo o Brasil. O projeto estipula um montante superior a R$ 353 milhões de investimentos e prevê a construção de 137 academias de saúde, 10 centros de atenção psicossocial (Caps), três centros de parto normal, cinco centros especializados em reabilitação, três oficinas ortopédicas, 808 unidades básicas de saúde (UBSs), quatro unidades de acolhimento, 28 unidades de pronto-atendimento (UPAs) e duas unidades neonatais. Trata-se de um aporte estrutural bastante significativo.
Nesse contexto, fica a expectativa de que os governos envolvidos nas três esferas consigam chegar a bom termo na expansão da infraestrutura do SUS. A área da saúde é imprescindível para que o princípio da dignidade humana seja efetivo na nossa sociedade.