Editorial

Inovação contra o câncer de mama

Pelo documento, cinco novas técnicas serão incorporadas para disponibilização no combate ao câncer de mama. Serão empregadas em centros especializados, inclusive com a oferta de videolaparoscopia.

O Sistema Único de Saúde (SUS), instituído pela Constituição de 1988, é muito eficaz para assegurar à população o acesso a tratamentos e diagnósticos precoces, contribuindo de forma decisiva para seu bem-estar coletivo. Os resultados se traduzem em diversos avanços, como o aumento da expectativa de vida com a cura de muitas doenças e ou a prevenção por meio da oferta da vacinação em massa. Esse suporte do SUS vai sendo gradativamente aprimorado através da incorporação de novas tecnologias e da promoção de pesquisas que possam levar a novos fármacos e procedimentos inovadores em prol dos usuários.

Agora, mais uma vez essa tendência de aperfeiçoamento dos serviços se confirma de maneira inequívoca. Na sexta-feira, o Ministério da Saúde lançou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para câncer de mama. Pelo documento, cinco novas técnicas serão incorporadas para disponibilização no combate a esse mal. Elas serão empregadas em centros especializados. Além disso, será oportunizada a realização de videolaparoscopia, intervenção cirúrgica minimamente invasiva que permite aos médicos ter acesso a órgãos internos com pequenas incisões.

Vale ressaltar a importância de incorporar avanços que possam amenizar a dor de quem é acometido por essa enfermidade, bem como de suas famílias. Segundo dados do MS, o câncer de mama é o tipo mais incidente e a primeira causa de morte por câncer em mulheres em todo o território nacional. É por isso que o Outubro Rosa se tornou um dos meses mais ilustrativos no enfrentamento desse mal que atinge um grande contingente de brasileiras. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê que 73.610 novos casos sejam detectados até 2025, com cerca de 18 mil mortes, número que pode ser mitigado se houver a busca pela assistência em tempo hábil. Cabe às autoridades e à coletividade promover a conscientização da importância de prover os meios para que essa chaga seja contida em sua letalidade e no seu potencial de causar danos.