Dentro dos meses destinados a promover campanhas de saúde, a exemplo do Outubro Rosa, que alerta sobre a incidência do câncer de mama, ou do Novembro Azul, que busca conscientizar sobre a prevenção ao câncer de próstata, o mês de junho está relacionado com dois temas muito importantes, a doação de sangue, por isso o Junho Vermelho, e o alerta sobre a anemia e a leucemia, por isso o Junho Laranja. A iniciativa busca fazer os devidos esclarecimentos e incentiva uma postura preventiva em relação a enfermidades que costumam deixar sequelas ou mesmo implicam risco de óbito.
No tocante à doação de sangue, trata-se de um gesto generoso que pode ser decisivo para o beneficiário sem nenhum tipo de prejuízo ao doador. O material coletado faz toda a diferença para quem enfrenta condições médicas graves ou foi submetido a cirurgias complexas. Vale ressaltar que o benefício é duplo, porque quem doa também tem seu sangue analisado e receberá um aviso em eventual constatação de alguma anormalidade em sua condição de saúde. Em caso de acidentes de extrema gravidade, ter estoque compatível no banco sanguíneo pode representar a diferença entre viver e morrer.
Por sua vez, o Junho Laranja está relacionado à mobilização contra a leucemia, uma patologia que afeta as células sanguíneas da medula óssea, com sintomas como fraqueza, sangramentos, manchas roxas no corpo, dores nas pernas, febre, gânglios dilatados, dor e inchaço na região esquerda do corpo (baço). Segundo levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca), entre 2019 e 2023, as leucemias foram responsáveis por 1.097 mortes no país, com 350 apenas no ano passado. Já a anemia se relaciona com a falta de nutrientes, como o ferro.
Esses males têm uma característica em comum, podem ser evitados ou minimizados em seus malefícios se tratados devidamente. O Sistema Único de Saúde (SUS) está disponível para o acesso ao tratamento em qualquer fase em que se encontrem. As chances de cura aumentam exponencialmente se forem constatados o quanto antes. Nesse caso, tempo é saúde.