Editorial

Leitura como um diferencial valioso

Vem em boa hora o anúncio do governo federal de que vai realizar investimentos que possam incentivar a expansão do número de leitores no país. Para tanto, editou a regulamentação da Política Nacional de Leitura e Escrita.

É famosa a frase do notável escritor Monteiro Lobato no sentido de que uma nação se faz com seus cidadãos e com livros. Sem dúvida, a leitura refina o espírito, aumenta o senso crítico, capacita as pessoas para um ofício e as aprimora para conviver com seus pares no cotidiano, contribuindo para que tenhamos uma sociedade melhor e mais acolhedora, sem exclusões, e tolerante com as diferenças próprias que existem entre os seres humanos. É por isso que o acesso aos livros deve ser parte das políticas públicas mais importantes a serem implementadas pelos governantes.

Nesse sentido, vem em boa hora o anúncio do governo federal de que vai realizar investimentos que possam incentivar a expansão do número de leitores no país. Trata-se da regulamentação da Política Nacional de Leitura e Escrita. Durante a abertura da 27ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada na sexta-feira, na capital daquele estado, o presidente Lula afirmou que cada uma das seis mil bibliotecas públicas existentes no país vai receber um acervo inicial de 800 obras literárias. Também ressaltou que, a partir de agora, os novos conjuntos habitacionais do Minha Casa Minha Vida igualmente terão bibliotecas, com montante de 500 livros, à disposição dos moradores. Ele reafirmou o compromisso de seu governo com as mais diversas manifestações culturais, como a literatura, cinema, música, teatro, circo, dança e artes plásticas.

Nessa esteira, o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Dante Cid, declarou que sua entidade está envolvida com iniciativas que possam ser eficazes para retomar o montante de leitores. Uma pesquisa revelou que houve a perda de 4,6 milhões de leitores em quatro anos.

Ninguém, em sã consciência, pode discordar sobre o quanto é apropriado que nossa população possa ter maior envolvimento com a cultura, com as artes em geral e, por consequência, com o livro em todos os seus formatos. Esse exercício efetivo de cidadania é um jogo de ganha-ganha para todos no curto, no médio e no longo prazos.