Editorial

Medidas inclusivas para milhões

A participação efetiva da população na escolha dos seus representantes fortalece a democracia, garante a inclusão e faz com que os interesses dos vários segmentos da população sejam levados em conta.

A democracia pressupõe que os diversos segmentos da sociedade possam estar representados nas variadas esferas de poder da nação, notadamente no Congresso Nacional. É dessa forma, por exemplo, que as parlamentares mulheres podem atuar para chamar atenção para suas pautas prioritárias, como a criação de creches e o enfrentamento da violência doméstica, bem como os defensores da fauna e da flora podem pleitear normas mais rígidas para crimes ambientais. Com as pessoas com deficiência não é diferente. Elas também buscam espaços para veicular suas reivindicações. De acordo com último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, havia no país, naquela época, cerca de 45,6 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, correspondendo a um percentual de 24% do contingente populacional. Os casos mais recorrentes estão relacionados a deficiências de natureza visual, seguida de deficiências motoras e mentais ou intelectuais. 

Para dar voz a esses setores carentes de exercer plenamente sua cidadania, a representante mais visível deles no parlamento é a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP). A par de seu mandato, ela concorrerá, no próximo ano, a um assento no Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas, um mandato que já exerceu de 2019 a 2022. A parlamentar anunciou que novidades tecnológicas estão chegando ao Brasil, como a aquisição de exoesqueletos para o SUS, e defende o aporte de verbas para pesquisas que visem a criar um know-how de cunho nacional, barateando insumos e produtos.

Sem dúvida, é muito importante incluir o país no mapa mundial da inclusão. A dignidade humana deve ser reafirmada sempre. Outrossim, é igualmente relevante que a coletividade constate que sua participação na vida pública pode fazer toda a diferença. Somente assim será possível apontar no rumo da superação das disparidades sociais, melhorando as condições de vida do nosso povo no cotidiano.