Editorial

Mortes que podem ser evitadas

Seguidamente ficamos sabendo de novos óbitos em situações agravadas pelas tragédias climáticas e pelos ciclones extratropicais, podendo ocorrer tais sinistros em todas as estações do ano.

Nesta terça-feira, 25 de julho, registrou-se a passagem do Dia Mundial de Prevenção de Afogamentos, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de uma data destinada a incentivar medidas que possam conter a escalada dessas tragédias que são recorrentes no mundo todo. As estimativas dão conta de que, se nada for feito, corremos o risco de nos depararmos com a morte de quase 780 mil crianças até 2050. Mesmo nos casos não fatais, em torno de um milhão, há uma parcela aproximada de 180 mil que ficam com marcas e sequelas graves, alterando-se a qualidade de vida das vítimas. Não por acaso, como bem ressalta a Organização das Nações Unidas (ONU), 90% dos óbitos ocorrem em países de baixa renda.

De acordo com a OMS, esse problema é grave e diz respeito à saúde pública global. Os especialistas recomendam algumas medidas de baixo custo, como ensinar natação para as crianças e criar barreiras de contenção para os fluxos de água, além de implementar um resgate seguro e incentivar o salvamento e a reanimação em ambientes seguros, observando-se o regramento acerca dos meios de transporte marítimo e fluvial. Essas recomendações fazem parte de um protocolo recente, pois, apenas em 2023, a OMS adotou a primeira resolução sobre prevenção do afogamento depois de deliberação da Assembleia Geral da ONU.

Esse não é um assunto novo para os gaúchos e os brasileiros. Seguidamente ficamos sabendo de novos óbitos no país e no Rio Grande do Sul, situações agravadas pelas tragédias climáticas e pelos ciclones extratropicais, podendo ocorrer tais sinistros em todas as estações do ano, seja pelas cheias e enchentes, seja pelo calor que atrai para águas perigosas. No início de 2023, por exemplo, somente no período da virada de ano, foram ao menos sete perdas fatais registradas em áreas fluviais e marítimas do Estado. É por isso que todos os alertas são bem-vindos e oportunos, porque urge conscientizar a população sobre tais riscos de morte.