A morte de uma jovem torcedora do Palmeiras, em São Paulo, ferida por uma garrafa jogada por um torcedor de uma outra agremiação, traz à tona novamente a necessidade de uma atuação conjunta e enérgica das autoridades em todo o país. Ela estava hospitalizada desde sábado, passou por cirurgia e, após duas paradas cardíacas, não resistiu aos ferimentos. Mais uma vida perdida em plena juventude, enlutando sua família e amigos. Medidas precisam ser tomadas, seja em nível legislativo, endurecendo a legislação penal, seja com ações prévias, seja com ações de repressão, seja em articulação com as torcidas que realmente queiram apreciar o lazer e a harmonia que o esporte pode propiciar a todos os que se envolvem nessas atividades lúdicas.
Infelizmente, situações como essa têm se repetido com frequência. Não é preciso ir muito longe no tempo e no espaço e para constatar outros casos semelhantes. Em abril, um torcedor do Corinthians foi morto por um rojão atirado por terceiros quando assistia a um jogo do seu clube contra o Remo, em Belém do Pará. Não são poucos os feridos em casos de pancadarias, muitos ficando com sequelas para sempre.
Além das agressões físicas, também existem casos de perseguição ultrajante aos atletas e aos demais torcedores. Outrossim, o racismo também se faz presente, fazendo com que haja a prática de crimes que precisam ser punidos com rigor. É preciso identificar esses indivíduos antissociais e perigosos para que eles possam ser banidos do ambiente do futebol e responder por seus delitos.
Em relação à estrutura de investigação e punição, muito se avançou, como no caso de delegacias especializadas e o Juizado do Torcedor. Todavia, tudo indica que ainda temos que adotar novos meios e ferramentas ainda mais eficientes para barrar a violência nos eventos esportivos. Não há tempo a perder nesse sentido. Não são os jovens que têm que evitar assistir às partidas de futebol, mas os delinquentes que têm de ser impedidos de disseminar a barbárie.