Editorial

O mês de agosto na saúde pública

No mês em curso, há temas importantes para a saúde pública. São eles o Agosto Laranja (esclerose múltipla), Agosto Dourado (aleitamento materno), Agosto Verde-Claro (linfomas) e o Agosto Branco (câncer de pulmão).

Todos os meses, em decorrência de uma parceria entre as autoridades da área de saúde e a sociedade civil, a coletividade recebe alertas para prevenir determinadas doenças e para se valer do Sistema Único de Saúde (SUS) para essa finalidade tão importante. Foi em função da relevância dessas campanhas de esclarecimento, visando à implementação de estratégias de divulgação da pertinência de obter diagnósticos em tempo hábil para encaminhar eventuais tratamentos, que surgiram os já famosos meses do ano dedicados a determinadas enfermidades ou a condutas preventivas. Foi assim que, entre outros, ficaram bastante conhecidos o Outubro Rosa, dedicado à questão do câncer de mama, e o Novembro Azul, que tem o seu foco no câncer de próstata. No mês em curso, também temos temas importantes no tocante à saúde pública.

Um desses itens é o Agosto Laranja, que trata sobre a esclerose múltipla, doença neurológica crônica e autoimune que atinge o sistema nervoso central. Estima-se em mais de 40 mil afetados no Brasil. Também está nesse rol o Agosto Dourado, que enfoca o aleitamento materno, imprescindível para um desenvolvimento saudável da criança. Segundo a OMS e a Unicef, essa prática pode reduzir em 13% a mortalidade infantil. Segue a lista com o Agosto Verde-Claro, que busca conscientizar acerca dos linfomas, que fragilizam o sistema linfático, atuante contra infecções. São mais de 15 mil ocorrências por ano no país. Por fim, cabe ressaltar o Agosto Branco, envolvendo o câncer de pulmão. Há uma estimativa de que surjam mais de 32 mil casos por ano, sendo que se trata de uma neoplasia plenamente evitável.

Tais incorrências referidas se encontram num contexto em que o zelo com o próprio bem-estar físico e psicológico pode fazer toda a diferença, evitando que a chaga passível de ser enfrentada com êxito evolua para pior. É por isso que cada pessoa precisa estar atenta aos menores sistemas e procurar ajuda. Se prevenir é melhor que remediar, remediar ainda é menos ruim que ser negligente com a própria saúde.