Editorial

O saldo positivo do SUS

Os números divulgados pelo MS sobre cirurgias eletivas no SUS mostram que o sistema é de utilidade ímpar para seus usuários, embora ainda haja pontos que devam ser ajustados para atender melhor.

O Ministério da Saúde divulgou números que confirmam a imprescindibilidade do SUS para a população. De acordo com o órgão, o sistema efetivou 13.663.782 cirurgias eletivas durante 2024. Esse volume representa uma expansão de 10,8% na comparação com 2023, quando o número registrado foi de 12.322.368 procedimentos. Se cotejado com 2022, houve uma alta de 32%, com 10.314.385 operações cirúrgicas realizadas. Muito desse incremento se deve ao Programa Nacional de Redução das Filas, que tem como meta atender aos pacientes que estão na fila para serem submetidos aos crivos cirúrgicos, os quais também registraram aumento nos atendimentos. No ano passado, realizaram-se 5.324.823 cirurgias, índice 18% maior que o montante realizado em 2023, quando esse número foi de 4.510.740.

O SUS é uma conquista da população e surgiu na esteira da Constituição Cidadã de 1988, que instituiu uma série de direitos para os cidadãos em áreas essenciais, como saúde, educação, saneamento, direitos humanos, transporte, mobilidade urbana, meio ambiente, entre muitas outras. Em relação à saúde coletiva, instituiu-se uma normativa e uma estrutura que garante o acesso universal e gratuito a todos os brasileiros, custeado pelas verbas do erário. Por conta de sua efetividade e resiliência, o SUS é uma experiência brasileira que conta com grande reconhecimento no exterior pela eficiência no enfrentamento de doenças, sejam quais forem, disponibilizando aos pacientes toda uma gama de recursos que incorporam novas tecnologias e descobertas da ciência. Um exemplo está no Plano Nacional de Imunizações, que oferta vacinas para as mais variadas enfermidades.

Nesse contexto positivo, ainda se pode perceber pontos falhos, que podem e devem ser melhorados. Há muitos hospitais com falta de leitos e prontos-atendimentos, carecendo de materiais e de mão de obra suficiente. Nesse sentido, há que haver mais investimentos do poder público para melhorar aquilo que pode ser ainda mais resolutivo para seus usuários.