Se há um setor no qual o Brasil tem um grande potencial e que o retorno dos investimentos se dá de forma muito imediata, então poder-se-á dizer que estamos falando do turismo. Temos muitas atrações culturais e belezas naturais ímpares para mostrar aos viajantes internacionais e também para serem usufruídas pelos próprios brasileiros num território nacional amplo e de dimensões continentais. De norte a sul, há festas temáticas, culturas locais variadas e lugares paradisíacos que merecem ser conferidos de perto, criando memórias e momentos únicos e contribuindo para gerar emprego e renda nessas localidades.
Visando criar políticas públicas eficientes para impulsionar esse segmento, o governo federal está anunciando o Plano Nacional de Turismo, que, entre outras metas, pretende atrair 8,1 milhões de turistas internacionais até 2027, bem como gerar receitas na ordem de R$ 8,1 bilhões com esse público-alvo. Outro objetivo de monta é aumentar as viagens internas com finalidade turística dos atuais 93 milhões para 150 milhões nesse período. O documento foi lançado na sexta-feira, no Rio de Janeiro, durante a 8ª edição do Salão de Turismo, e contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro do Turismo, Celso Sabino, e de titulares de outras pastas, como os ministros Sílvio Almeida (Direitos Humanos) e Cida Gonçalves (Mulheres). Em suas intervenções, ambos enfatizaram a importância do turismo como prática de cidadania e de espaço para o lazer das mulheres, num jogo de ganha-ganha para todos, com fomento do mercado interno.
Atualmente, de acordo com o Relatório de Impacto Econômico (EIR) do WTTC, há uma previsão da criação de 449 milhões de empregos na área, representando 12,2% da força global na próxima década no mundo. No Brasil, o complexo turístico amealhou cerca de R$ 752,3 bilhões na economia do país no ano passado, o que representa em torno de 8% do PIB nacional. Esse desempenho mostra-se promissor no rumo do desenvolvimento econômico que todos almejamos.