O mês de junho, recém-encerrado, teve seu foco direcionado à doação de sangue, incentivando as pessoas a doarem esse item tão precioso para salvar vidas. Foi assim que os estoques dos hospitais puderam ser renovados para emergências e outros procedimentos em que tal demanda se faz necessária. Por detrás desse gesto nobre e desinteressado, está o sentimento de solidariedade a emular essas ações de pura empatia.
A solidariedade é um valor que a população brasileira exercita com ênfase no seu cotidiano. Os exemplos são os mais variados. Ela está presente em campanhas do agasalho, quando se arrecadam roupas para que os mais necessitados possam enfrentar os rigores do inverno; no trabalho voluntário; na doação de cestas básicas; na manutenção dos restaurantes populares; no tempo dedicado por muitas pessoas para levar cultura, esporte e educação às crianças e jovens nas periferias das grandes cidades, suprindo um papel que deveria ser mais bem cumprido pelo poder público; na assistência material e espiritual que muitos levam aos moradores de ruas, que vivenciam a exclusão social no dia a dia, sem direitos e sem cidadania; o acolhimento aos imigrantes que vêm de outras nações conflagradas, onde têm sua sobrevivência ameaçada. São muitas as situações que podem ser elencadas no sentido de demonstrar cabalmente a generosidade do nosso povo.
No RS, na recente passagem do ciclone tropical, que deixou um rastro de destruição, com mortes e milhares de desabrigados, novamente os gaúchos demonstraram seu apreço ao próximo, com uma intensa mobilização para prover as necessidades dos atingidos. São casos assim que mostram o potencial que temos para construir um país menos injusto, criando oportunidades para todos. A união da sociedade civil com a iniciativa privada, em sintonia com a administração pública, pode render bons frutos. A capacidade de se comover com as adversidades de outrem nos engrandece individual e coletivamente.