Editorial

O verão como período de cautela

Vale lembrar que, nesta época, seguidamente ocorrem afogamentos em função da imprudência de banhistas que não observam as indicações das bandeiras que sinalizam as condições do mar.

O verão é um período de lazer e que permite a todos momentos de muito convívio e diversão. Todavia, ainda que essa estação do ano seja de muitas alegrias, ela também pode encerrar adversidades diversas, a exemplo de enfermidades como câncer de pele, pela exposição excessiva ao sol; micoses advindas de fungos; insolação e desidratação, que enfraquecem o organismo; proliferação de mosquitos, que transmitem chagas como a dengue, infecções advindas da deterioração dos alimentos. São inúmeras as vicissitudes que podem advir do descuido daqueles que negligenciam o impacto desse ciclo anual na sua saúde.

Também merece ser citado o fato de que o simples ato de buscar se refrescar em temperaturas elevadas não está isento de perigo. No sábado passado, uma menina de oito anos morreu quando desfrutava de uma piscina pública na Capital. Ela foi atendida num posto de saúde, mas não resistiu aos danos sofridos e faleceu durante o atendimento. Isso deve servir de alerta ao poder público para que providencie um maior suporte para os usuários desses locais, com a garantia de um mínimo de segurança para quem opta por tais espaços. Outrossim, vale lembrar que, nesta época, seguidamente ocorrem afogamentos em função da imprudência de muitos banhistas que não observam as indicações das bandeiras que sinalizam as condições do mar. Outros tantos mergulham em córregos e rios do interior do Estado, em lugares que não contam com salva-vidas, não raro acreditando na própria perícia ao nadar, com uma autoconfiança que pode dar origem a tragédias.

Diante de tantas fatalidades, resta esperar que os veranistas se conscientizem de que o mar e os cursos de água devem ser respeitados em suas especificidades. E, igualmente, tem-se a legítima expectativa de que a prevenção devida seja uma praxe que salvaguarde vidas. O estio deve ser um tempo somente de felicidades compartilhadas, jamais de tristezas, de doenças e de perda de entes queridos.