Editorial

Os exercícios físicos como parte da qualidade de vida dos idosos

A atividade física é fundamental para todos, notadamente para os idosos.

O Brasil tem hoje um contingente de cerca de 35 milhões de idosos, computados os que têm 60 anos ou mais. Isso equivale a um montante superior a somar duas vezes as populações de Portugal e do Uruguai, que têm aproximadamente 10,7 milhões e 3,6 milhões, respectivamente, chegando, no total, a algo na faixa dos 15 milhões. Vê-se que os números são gigantes no país e mostram um segmento que corresponde a um percentual que oscila por volta dos 16%. Esse estrato social significativo demanda uma atenção voltada para os seus temas, que incluem saúde, trabalho, lazer, esporte e cidadania, entre outros.

Muitos levantamentos vêm coletando dados sobre esses membros da chamada Terceira Idade. Os indicadores são relativos a trabalho, uma vez que muitos se aposentam e não ganham o suficiente, sendo obrigados a voltar a um emprego para sobreviver; às condições de sua integridade física e mental, já que há aqueles que encontram dificuldades para ver sua dignidade respeitada; e informações sobre a inserção na sociedade, como no caso da mobilidade urbana. Em todo esse panorama, emerge a necessidade de essas pessoas terem acesso a uma boa qualidade de vida, um item que deve ser perseguido diuturnamente. Nesse sentido, tem toda a relevância o Dia Nacional de Combate ao Sedentarismo, celebrado em 10 de março, que tem uma mensagem permanente sobre a importância da atividade física para o idoso numa fase da vida em que ele tende a ficar mais frágil e a perder massa muscular, apresentar piora do equilíbrio e uma redução da capacidade cardiorrespiratória. Vem dessas variáveis eventuais a necessidade de o poder público e a sociedade elaborarem ações e programas que possam dar um suporte para esses cidadãos e cidadãs numa fase sensível de suas vidas. Academias, atividades ao ar livre e equipamentos disponíveis são muito importantes para um dia a dia saudável.

São muitos os benefícios possíveis a partir da inclusão de exercícios na rotina, inclusive para todas as idades. No caso dos mais longevos, isso pode significar menos propensão a quedas, melhor memória e cognição, recuo na incidência de insônia e diminuição da ansiedade ou da depressão, entre outros pontos. Tudo contribui para um bem-estar que renova o prazer de estar vivo e atuante na coletividade.