O mês de julho é mais conhecido, dentro das campanhas de prevenção e de promoção de cuidados relacionadas aos meses do ano, como com maior destaque para o enfrentamento das hepatites virais e dos cânceres ósseos. Todavia, há uma outra enfermidade que precisa ser alvo de um amplo debate na sociedade como forma de incentivar seus pacientes em potencial a se acautelarem e buscarem os meios preventivos para se antecipar à sua ocorrência. Trata-se do câncer ginecológico e ele está no foco do chamado Julho Verde-Escuro, que tem o condão de chamar a atenção para sua incidência danosa que ocorre aos milhares em todo o país. Ele se divide em câncer de colo de útero, com uma média de 17 mil casos ao ano, depois o câncer no corpo do útero, com cerca de 7,8 mil casos, e o câncer de ovário, que vem na sequência com 7.310 casos anualmente. Esses tumores constam na lista do Ministério da Saúde entre os dez mais recorrentes em mulheres no país, conforme estatística elaborada pelo Departamento de Ginecologia Oncológica do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Costumam causar impactos negativos no aparelho reprodutor feminino.
Não obstante os males causados à saúde e até mesmo sua eventual letalidade, o reconfortante é que existem meios de realizar o tratamento com altos índices de cura. Ao aparecerem sintomas, como sangramentos e secreção vaginal incomuns, é preciso que haja uma rápida investigação. Diagnósticos são também muito aconselháveis no caso de haver situações de câncer ginecológico na família. Com tal histórico, a prevenção passa pelos exames periódicos, que serão decisivos.
Cabe lembrar que o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece todo o suporte para que as mulheres possam ter acesso aos meios para se prevenir e se tratar. O bem-estar coletivo depende em muito da assistência recebida pelos brasileiros e brasileiras no dia a dia e também de sua iniciativa. Dessa forma, não há motivos para negligenciar em relação à própria saúde. Cada um deve fazer a sua parte.