A vida é o bem mais precioso que existe e deve ser protegida sempre. Para isso, a prevenção é essencial. Desde que o mundo é mundo, existem mortes que são inevitáveis, como no caso de doenças incuráveis, mas existem outras em que um pouco de cautela por certo teria evitado o resultado trágico. É para essas situações que precisamos estar atentos e realizar os alertas necessários. Algumas delas podem dizer respeito exatamente à estação do ano que estamos vivenciando, o inverno, e seria deveras útil lançar mão de alguns cuidados que podem ser de extrema valia para todos.
Infelizmente, todos os anos, os noticiários refletem ocorrências lamentáveis em torno dessa ausência de zelo, que podem envolver imprudência, negligência ou imperícia. Agora mesmo, soube-se do caso do diretor e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa (Zé Celso), 86 anos, que teve 53% de seu corpo queimado por conta do uso indevido de um aquecedor e está hospitalizado num hospital de São Paulo em estado grave. Também repercutiu bastante o caso de um casal que estava hospedado em uma pousada de Minas Gerais. O dono do estabelecimento que encontrou os corpos afirmou que a bomba de água do aquecedor da banheira estava ligada e a suspeita é que foram intoxicados por monóxido de carbono.
Nesta época do ano, é muito comum que as pessoas deixem velas acesas, acendam fogões a lenha, coloquem álcool em vasilhames, insiram aquecedores elétricos em ligações precárias ou clandestinas, entre outras medidas de alto risco. Dessa forma, sujeitam a perigo não apenas suas próprias vidas, mas as de seus familiares e vizinhos, ainda mais quando suas residências estão localizadas em áreas densamente povoadas, sem um distanciamento seguro entre uma casa e outra.
Como já se frisou, urge ter bom senso nos casos em tela e seguir as recomendações dos especialistas, como os bombeiros. Trata-se aqui de seguir posturas responsáveis, antevendo danos e tragédias e agindo para evitá-los.