A primeira infância é fundamental para o desenvolvimento humano e, devido à sua importância, o governo do Estado recebe sugestões, até 24 de fevereiro, para definir ações e investimentos com o objetivo de proteger os direitos das crianças de zero a seis anos entre 2025 e 2035. Segundo o Ministério da Saúde, o amadurecimento do cérebro, a aquisição dos movimentos, o desenvolvimento da capacidade de aprendizado ocorrem nos primeiros anos de vida. Fora isso, esse período é importante para a iniciação social e afetiva. As experiências e estímulos garantirão que a pessoa desenvolva todo o seu potencial. Estudos mostram que a fase é muito sensível para a estrutura emocional e afetiva que influenciará toda a vida do indivíduo, além de formar áreas fundamentais do cérebro relacionadas à personalidade, ao caráter e à capacidade de aprendizado.
Episódios de violência, negligência e desnutrição podem significar problemas para o desenvolvimento saudável. Por isso, é tão ressaltada a necessidade de preservação, principalmente até os seis anos de idade. A proteção da primeira infância está alinhada com direitos fundamentais garantidos em legislações nacionais e internacionais, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Garantir uma infância saudável e segura é um dever ético e social.
Nesse sentido, é responsabilidade do Estado implementar políticas públicas relacionadas às crianças. Porém, a sociedade também precisa colaborar com um ambiente seguro, afetivo e estimulante para todas elas. Dentre as iniciativas que podem ser adotadas pelos cidadãos, muitas resultam de articulação de propostas por meio de audiências públicas, parcerias e mobilizações comunitárias. Tudo isso para garantir que a primeira infância seja prioridade nas políticas públicas governamentais. Uma das maneiras de participar é contribuindo com sugestões para o Plano Estadual para a Primeira Infância (https://shre.ink/br8O).