O assoreamento dos chamados corpos hídricos é um acúmulo de pedras, terra, lixo e vários outros tipos de materiais no fundo dos cursos de água, os rios. O fenômeno é natural e tem ocorrido com maior frequência devido à ação humana e ao desmatamento. A vegetação ou a mata ciliar nas margens dos rios desaparece e não impede que sedimentos caiam e se acumulem. E, como consequência, que chuvas volumosas como as que ocorreram em 2023 e neste ano provocassem alagamentos inimagináveis em Porto Alegre e em quase todo o Rio Grande do Sul.
No início desta semana, o governo do Estado lançou programas que somam mais de R$ 300 milhões, considerados importantes para a mitigação, adaptação e resiliência climática: o Programa de Desassoreamento e o Programa Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais (Pepsa) além do chamamento de novos servidores para a Fundação Estadual de Proteção Ambiental, a Fepam.
O governador Eduardo Leite explicou que “o governo tem perfeita compreensão da sua responsabilidade para com o meio ambiente e continuamos trabalhando na busca por soluções.” Salientou que começa agora um programa grande e robusto de desassoreamento de rios, garantindo melhor segurança e estabilidade dos nossos sistemas hídricos e no caso do edital para pagamento por serviços ambientais, o governo dará apoio financeiro às Reservas Particulares do Patrimônio Natural, apoiando a proteção ao meio ambiente.
Presentes os secretários do Meio Ambiente (Sema), Marjorie Kauffmann, e de Desenvolvimento Urbano e Metropolitana (Sedur), Rafael Mallmann que garantiu a viabilização de ampla operação de desassoreamento dos rios, “apoiando, sobretudo, municípios em estado de calamidade e em situação de emergência.” Esta ajuda financeira e técnica, para preservar a biodiversidade e melhorar os serviços de áreas naturais no Estado é o que os cidadãos gaúchos esperam do governo do Estado.