Nesta sexta-feira, matéria nas páginas do Correio do Povo trouxe a público um problema de monta que está inquietando a população em vários bairros de Porto Alegre. Trata-se da coleta de lixo, que está virando um drama para os moradores dos bairros Bom Fim, Auxiliadora, Agronomia e Menino Deus. A prefeitura já sinalizou que está atenta ao problema e a expectativa é que haja uma solução no curto prazo, por envolver uma questão de saúde pública.
Não é difícil imaginar os danos cotidianos que podem causar os dejetos se degradando a céu aberto nas calçadas. Mau cheiro e possibilidade de infecções são alguns dos riscos a que todos os estão submetidos. A questão é agravada pelo fato de alguns catadores de lixos retirarem os materiais que os interessam de dentro dos contêineres e depois os deixarem espalhados ao largo dos equipamentos. Além disso, há o fato que de que muitas pessoas fazem descartes contraindicados nesses pontos, que são de recolhimento apenas de excedentes orgânicos, mas que acabam recebendo também materiais recicláveis, atraindo, com isso, o interesse dos recolhedores desses itens.
Por sua vez, o prefeito Sebastião Melo já adiantou que só conversará com a empresa responsável pela retirada do lixo após ela dar conta do problema. Outrossim, ele já adiantou que poderá vir a encaminhar procedimentos visando a escolher outra prestadora para dar continuidade ao serviço. Isso já sinaliza uma prévia de requisitos, bem como garantias, que eventuais interessados devem ter para atuar no ramo, já que é preciso otimizar o emprego de recursos do erário.
Como se vê, urge que sejam tomadas as medidas pertinentes para equacionar esse imbróglio. Todos os munícipes, ao pagarem o IPTU, quitam também a taxa de lixo e o valor não deixa de ser salgado para o bolso dos contribuintes. Aos gestores, resta agir para que suas atribuições sejam bem cumpridas, notadamente aquelas que dizem respeito ao bem-estar da coletividade.