A problemática do lixo urbano já esteve mais presente no nosso dia a dia e deveria receber mais espaço nas discussões sobre as cidades e seu futuro. Infelizmente, não é exatamente o que ocorre. Porto Alegre já foi pioneira na reciclagem de resíduos e na conscientização sobre o descarte. Mas, atualmente enfrenta problemas sérios. De um lado, o serviço com contêineres está sendo atualizado, com a troca dos equipamentos inclusive. O serviço abrange alguns bairros da região central da cidade e quando começou foi saudado por evitar que os moradores colocassem os sacos em frente aos prédios e residências em horários determinados. No momento, a prefeitura ainda não tem prazo para instalar os novos contêineres nas ruas para a devida captação dos lixos domésticos. Enquanto isso, a população encara equipamentos defasados, muitas vezes quebrados e sobrecarregados, fazendo com que os resíduos se espalhem pelo entorno. É necessário que a prefeitura exija da empresa a prestação de um serviço de qualidade.
Ao mesmo tempo, o cidadão tem se envolvido cada vez menos com o descarte correto dos resíduos. Um exemplo bem nítido é a mistura do chamado lixo seco e orgânico nos contêineres. Afinal, se o processo de separação não for feito em casa previamente e corretamente, acaba tudo misturado e tornando ainda maiores as montanhas de lixos dos aterros sanitários. Há ainda outro fator a ser levado em consideração. Colocados equivocadamente, os resíduos acabam espalhados pelas ruas e calçadas. Com as pancadas cada vez mais frequentes de chuva, é esse mesmo conteúdo que vai bloquear os bueiros e entupir todas as tubulações da rede pluvial, agravando ainda mais a questão da drenagem urbana. Assim, é notório o ciclo vicioso que a falta de compromisso de todos com o lixo tem causado grandes problemas à nossa cidade e também transtornos ao nosso cotidiano.