Editorial

Rigor contra um conflito iminente

A violência anunciada neste jogo precisa ser coibida para não se disseminar pelo país e para que a imagem de Brasil e da Argentina não seja abalada por conta da ação de vândalos que devem ser identificados e punidos.

Mais uma vez, a sociedade, as entidades desportivas e as autoridades estão colocadas diante de um desafio que não pode ser minimizado nem tratado sem a devida atenção porque o custo disso pode ser alto demais, com a possibilidade concreta de se traduzir em agressões físicas e psicológicas, pessoas feridas e até mesmo mortas, principalmente com risco para inocentes, bem como para o patrimônio público. A hora é de ação de prevenção total e envolve o jogo entre Fluminense e Boca Juniors, da Argentina, a ser realizado neste sábado no Rio de Janeiro, com a decisão do título da Conmebol Libertadores. O conflito já vem sendo alimentado por brigas nas ruas entre partidários de uma ou outra agremiação, inclusive com a declaração de um líder dos torcedores do clube argentino chamando para a luta física a torcida do time carioca.

Não é de hoje que os estádios se tornaram palco de enfrentamentos nos quais desordeiros cometem delitos, crimes e atrocidades, desvirtuando a finalidade do futebol e ameaçando o bem-estar e a incolumidade dos demais frequentadores. Em tempos idos, os jogos podiam ser acompanhados pelas famílias e reinava um clima de concórdia para um evento que integrava o lazer de milhares de brasileiros. Hoje em dia, a selvageria de uma parcela de vândalos e de desajustados conseguiu tornar tais atividades inseguras para seus espectadores.

Diante desse confronto anunciado, urge que os responsáveis por tal nível de beligerância e crimes sejam adequadamente identificados e punidos, conforme as leis penais em vigor no país. É fundamental que as forças policiais ajam com antecipação e celeridade perante os fatos que estão se desenhando de forma grave. Que fique claro que as agressões não envolvem o conjunto de ambas as torcidas, mas de indivíduos perigosos que têm de ser devidamente neutralizados e responsabilizados por suas condutas delituosas. Alguém já disse uma vez que o esporte é uma guerra pacífica. Que se mantenha assim.