Tudo indica que as ondas de calor tórrido vieram para ficar e isso demanda que a administração pública nas suas diferentes esferas, União, estados e municípios, se adapte à nova realidade e encaminhe medidas que sejam eficazes para ajudar a população a enfrentar essas adversidades, que não são novas, mas que vêm, ao longo do tempo, se agravando cada vez mais e exigindo que os gestores adotem as providências capazes de mitigá-las. Nos últimos anos, os termômetros vêm apontando recordes de aquecimento e essa realidade evidencia um quadro que tem causas imediatas, como o desmatamento, e remotas, como no caso da emissão de gases poluentes na atmosfera, levando a um recrudescimento nos níveis das temperaturas no planeta.
Nesse cenário, os serviços públicos também precisam ser adaptados e remodelados. Lugares de atendimento têm de ser refrigerados, o transporte coletivo necessita ser provido de ar-condicionado em toda a frota, as salas de aula não podem ficar sem ventiladores funcionando ou aparelhos que garantam um ambiente mais fresco, as escolas precisam adaptar seu calendário escolar para evitar os dias mais quentes, os banheiros públicos devem estar em pleno funcionamento, bebedouros são bem-vindos em lugares estratégicos para o público se hidratar. São muitas as iniciativas a serem tomadas para que o drama proporcionado pelos calorões possa ser amenizado, uma vez que se trata de uma questão de saúde coletiva, que altera o bem-estar físico e psicológico das pessoas. Imagine-se, por exemplo, a situação de uma sala de aula com dezenas de alunos sem qualquer refrigério ou de trabalhadores que exercem seu ofício a céu aberto, como no caso da construção civil, expostos às intempéries do clima aquecido.
Esse problema global requer provimentos de curto, médio e longo prazos. O que estiver ao nosso alcance não pode ser protelado. Para tanto, há que se ter investimentos e providências céleres e bem embasadas.