Editorial

Terceira Idade demanda atenção

Nestas eleições, a pauta dos brasileiros de maior idade também deverá ser considerada pelos candidatos às prefeituras e às câmaras municipais. Afinal de contas, é nos municípios que esses cidadãos e cidadãs residem.

Segundo o Censo Demográfico 2022, a população de pessoas idosas residente no Brasil está em torno de 32 milhões de pessoas, representando um acréscimo de 56% na comparação com o levantamento de 2010. Desse contingente, 17.887.737 (55,7%) são mulheres e 14.225.753 (44,3%) homens. Esses números confirmam uma realidade que cada vez mais se mostra evidenciada, a do crescimento da chamada terceira idade, que demanda uma atenção toda própria em todas as áreas do seu cotidiano. É preciso que lhe seja ofertada lazer, esporte, proteção, laços de afeto, cultura, turismo, entre outros pontos, inclusive, muitas vezes, um trabalho digno em que possa contribuir com sua experiência e melhorar suas condições de vida, haja vista que as aposentadorias e pensões são reconhecidamente baixas no país.

Nestas eleições municipais, a pauta dos brasileiros de maior idade também deverá ser considerada pelos candidatos às prefeituras e às câmaras municipais. Afinal de contas, é nos municípios que esses cidadãos e cidadãs residem e nada mais apropriado do que conhecer suas aspirações, limitações e necessidades. Muito já se conquistou em prol dessa fatia, como o Estatuto do Idoso, rede de acolhimento e delegacias especializadas, mas ainda resta muito por avançar. Exemplo disso está em obstáculos cotidianos representados pelos preconceitos, como no caso do etarismo, o qual se manifesta na discriminação de outras pessoas por causa de sua idade, algo muito comum em relação aos idosos, que são vistos como incapazes apenas pela faixa etária.

Para fazer um contraponto a tais posturas de exclusão, as autoridades, o parlamento e a sociedade civil estão vigilantes para enfrentar esse cenário adverso. O deputado Prof. Reginaldo Veras (PV-DF), em audiência pública na Câmara dos Deputados para tratar da violência contra o segmento, ressaltou ser essencial capacitar os profissionais que os assistem para lidar com sinais de violência doméstica. Enfrentar essa questão com êxito só será possível com a união efetiva da coletividade.