De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva, seis em cada dez brasileiros pretendem gastar mais em viagens neste final de ano do que o fizeram em 2023. Os destinos mais citados são aqueles em que as cidades dispõem de praias para desfrute dos viajantes. Após uma pandemia que paralisou setores importantes, como o da cultura, do esporte e do turismo, essa melhoria nos seus indicadores representa um alento, notadamente no Rio Grande do Sul, que, àquela fase adversa de confinamento, vem de somar a maior tragédia climática de sua história, necessitando mais do que nunca a retomada da sua atividade econômica, o que bem pode ser feito com o incremento do fluxo turístico para suas cidades cheias de atrativos, como Gramado, Canela, Bento Gonçalves, entre outras.
Do ponto de vista da indústria turística, a verdade é que o Brasil é muito bem servido de atrativos naturais e culturais, com uma geografia privilegiada e um calendário de eventos temáticos que podem muito bem prover as demandas dos turistas do país e do exterior. São incontáveis as festas e os pontos turísticos de um território de dimensões continentais, com um povo sociável e hospitaleiro. Sem falar que aquilo que se apreende numa viagem passa a ser um valor agregado para quem o apreende, incorporando aprendizados e experiências singulares e imperecíveis. A diversidade de culturas é muito ampla e é preciso criar as oportunidades para interagir com esse rico universo colocado à disposição daqueles que se propõem a absorver novos conhecimentos sobre a nação onde vivem.
O turismo tem um papel importante no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Segundo especialistas, representa em torno de 8% e a perspectiva é que haja uma expansão para cerca de 9,5% ao final de 2024. É considerado o melhor e mais rápido retorno para investimentos. Gerador de emprego e de renda, tem muito a contribuir para a retomada do tão almejado crescimento econômico.