Segundo um levantamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), vinculado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o montante de trabalhadores com mais de 50 anos dobrou no país no período entre 2006 e 2021. O estudo mostra que a expansão foi de 110,6% para um contingente empregado de 4,4 milhões em 2006 e que passou para 9,3 milhões em 2021. Nesse mesmo período, a empregabilidade geral foi de 38%, o que dá bem uma ideia de o quanto esse incremento foi significativo. Nessa média de crescimento, a fatia relativa às mulheres nessa faixa etária cresceu ainda mais que a média geral, chegando a 120%.
Essa pesquisa, segundo a entidade, mostra que esses resultados chamam a atenção para uma tendência e, por isso, torna-se importante a elaboração de políticas, por parte dos governos, empresas e instituições de ensino, que foquem na requalificação desses profissionais visando à permanência deles no mercado de trabalho ou mesmo à recolocação. A isso se podem aduzir fatores que dizem respeito à infraestrutura, como a mobilidade urbana, o incentivo para o aprendizado de novas tecnologias, bem como o acompanhamento de questões inerentes à idade, já que as estatísticas dizem respeito a trabalhadores acima de 50 anos, sendo que as faixas de 60 e 70 anos, e as subsequentes, estão incluídas e cada uma delas tem suas especificidades.
Não obstante algumas adversidades que podem surgir para essa força de trabalho, é saudável que ela se mantenha ativa e atuante. É desejável que sua incorporação ao ciclo produtivo seja por opção e não apenas para complementar uma renda insuficiente. O desafio do país é gerar emprego e renda. O panorama parece bom para os de mais idade. Resta conseguir o mesmo para os jovens que buscam uma oportunidade para garantir sua sobrevivência. Afinal, no futuro, eles também serão o público-alvo de pesquisas semelhantes e terão que demonstrar aptidões e capacidades para uma inserção igualmente necessária.