Neste sábado, dia 21 de setembro, registrou-se a passagem do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. A data foi criada há 32 anos por obra do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e foi oficializada somente em 14 de julho de 2005 por força da Lei Federal 11.133. Na motivação da instituição desse registro no calendário do país está a luta por acessibilidade, emprego, educação e respeito às diferenças, demandas diárias para as pessoas com deficiência. De acordo com dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022, o país tem um contingente de cerca de 18,5 milhões de pessoas com deficiência, número que equivale a aproximadamente 9% da sua população total. Para se ter uma ideia de o quanto isso é significativo, basta lembrar que tal montante é superior ao número de habitantes de diversos países, como o Uruguai, Bolívia e o Equador, para ficar apenas na América do Sul.
A organização das chamadas PCDs se dá em torno de pautas que envolvem novas tecnologias, inclusão produtiva, melhoria nas condições de vida, melhor mobilidade e acessibilidade nas cidades onde vivem, bem como medidas pontuais e necessárias, como no caso da evolução na confecção de próteses mais funcionais ou softwares mais apropriados para cada limitação catalogada. As iniciativas para contemplar essas lacunas contam com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Segundo Álvaro Prata, presidente da Embrapii, a empresa tem uma importante contribuição na superação dos desafios enfrentados por tais brasileiros e brasileiras.
O dia escolhido para representar os interesses das PCDs não poderia ser mais simbólico por coincidir com o Dia da Árvore, sendo a homenageada tão essencial para a sobrevivência humana. Que a árvore sirva de inspiração no sentido de que todos somos essenciais uns aos outros, guardadas as diferenças que enriquecem a coletividade.