Nesta segunda-feira, dia 5 de junho, registra-se a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em assembleia geral da entidade através da resolução de número XXVII em 15 de dezembro de 1972, quando da abertura da Conferência de Estocolmo, na Suécia. Trata-se de uma efeméride que, ao longo dos tempos, vai assumindo cada vez mais relevância diante dos crescentes problemas que vão se avolumando em relação aos ecossistemas, à fauna e à flora. De forma crescente, o mundo vai sendo atingido por problemas que envolvem tragédias climáticas, como estiagens e inundações, migrações, aumento dos gases poluentes, desmatamento, aquecimento global, invasão de plásticos nos oceanos, disseminação de doenças em face dos desequilíbrios naturais, entre outras ocorrências de reconhecida gravidade.
Diante desses problemas de monta, vê-se que existe uma mobilização global que visa a minorar os efeitos das disparidades ambientais. Todavia, é perceptível que os fóruns e instâncias voltados a se debruçar acerca de tais temas ainda estão muito aquém do necessário. Diversos acordos acabam ficando pendentes em sua execução, ainda que assinados pelos países-membros da ONU, muitas vezes em faces de investimentos prometidos e não realizados.
Não podemos esquecer jamais que o planeta é nossa casa maior e que tudo o que o atingir, a curto, médio e longo prazos, vai também gerar consequências para seus habitantes. É por isso que é fundamental agir com efetividade para mitigar as adversidades que tendem a se tornar irreversíveis se nada for feito com urgência. Já há estudos que indicam que estamos no limite daquilo que a natureza pode renovar por si só por conta da deletéria intervenção humana. Resta esperar que essa ingerência possa ser administrada para agir a favor da preservação. Não se pode descumprir a obrigação de legar às futuras gerações um meio ambiente equilibrado e saudável.