Editorial

Um olhar atento para nossos infantes

Como se sabe, essa fase da existência é decisiva para a vida adulta da pessoa, devendo ser vivenciada de forma tranquila, principalmente livre de abusos e de violência doméstica. Essa meta deve ser de toda a coletividade.

Neste ano de 2025, há que se perseguir o incremento da proteção às crianças e adolescentes. No ano recém-encerrado, alguns casos foram marcantes, como o da menina, de nove anos, encontrada morta numa lixeira em Guaíba ou o das gêmeas, de seis anos, que foram envenenadas na cidade de Igrejinha. Em ambos os casos, assim como em muitos outros, a indagação que fica é como nenhum sinal da difícil situação doméstica que elas passaram não foram percebidos a ponto de evitar tragédias como essas. Nunca é demais ressaltar que se trata de pessoas que, até pela tenra idade, se encontram em marcada situação de fragilidade social e, por isso, demandam atenção para sua segurança no cotidiano.

Como se sabe, essa fase da existência é decisiva para a vida adulta da pessoa, devendo ser vivenciada de forma tranquila, principalmente livre de abusos e de violência doméstica. Todos são responsáveis por garantir essa passagem com a devida estabilidade psicoemocional. Quaisquer irregularidades podem e devem ser encaminhadas para as autoridades por meio dos canais disponibilizados, uma vez que a prevenção é uma responsabilidade coletiva. O exercício dessa faculdade pode ser decisivo para evitar mortes, as quais, lamentavelmente, têm acontecido. Claro que essas ocorrências são eventuais, uma vez que a maioria das famílias cuida muito bem dos seus infantes.

Entre os direitos das nossas crianças que devem ser adimplidos pelo poder público e pela sociedade estão educação, saúde, saneamento, alimentação de qualidade, lazer, esporte, inclusão digital, entre outros. Além disso, o país responde perante o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), pelo bem-estar dos seus menores nos termos dos tratados internacionais assinados. A expectativa é que os entes federados, nas suas diferentes esferas, federal, estadual e municipal, coloquem esse contingente no seu orçamento para que ele possa se desenvolver em todo o seu potencial.