O Brasil conta com o SUS, uma estrutura inovadora e que garante o acesso universal dos brasileiros para cuidar de sua saúde. Uma de suas principais características é poder ser demandado sem ônus para quem o utiliza, inclusive tendo à sua disposição tratamentos modernos e eficientes. Em casos de doenças graves, como as neoplasias, ou de menor impacto, como um resfriado, passando por procedimentos complexos como as cirurgias, o certo é que a população sempre pode se socorrer do SUS em suas adversidades cotidianas relativas a enfermidades.
Um dos destaques do sistema é a oferta de vacinas, com regularidade e sem qualquer onerosidade. Existe o bordão de que vacinas salvam vidas. Essa é uma grande verdade facilmente constatável. Basta relembrar que a expectativa de vida vem crescendo desde 1940. Naquela década, a estimativa do brasileiro ao nascer era de viver em torno de apenas 45,5 anos. Muito mudou desde lá, ou seja, os brasileiros hoje estão vivendo, em média, 31,5 anos a mais do que nos primeiros cinquenta anos do século passado. Boa parte desse incremento na qualidade de vida, com prevenção de diversos males que acometiam a população, se deve à imunização.
Infelizmente, nos últimos tempos, algumas chagas que já se julgavam erradicadas por conta da vacinação estão retornando, a exemplo do sarampo e da coqueluche. Um levantamento do painel epidemiológico do Ministério da Saúde (MS) indica que houve um total de 3.253 registros de casos notificados em 2024, algo bastante preocupante para uma patologia que tem cura e tem antídoto plenamente disponível na rede pública. Isso só evidencia que é preciso esclarecer a população sobre boatos que circulam na coletividade acerca de supostos danos das doses nos usuários.
O caso do recrudescimento nas ocorrências de coqueluche deve servir de alerta para as autoridades. Não é aceitável que crianças corram risco de vida por conta da desinformação. A ampla cobertura vacinal é uma meta a ser atingida a cada campanha.