A busca pela igualdade real entre homens e mulheres nas mais variadas áreas e atividades na sociedade envolve um longo e necessário caminho no rumo de mitigar e equacionar tais disparidades. Em alguns setores, como na medicina e no direito, essa luta tem obtido bons resultados, já em outros, como no setor público, ainda é necessário avançar muito. Basta lembrar que na Câmara dos Deputados e no Senado Federal a participação feminina ainda nem rompeu a barreira dos 20%, algo que está desproporcional em relação à fatia percentual que as brasileiras ocupam no montante populacional. De acordo com dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) 2021, o número de mulheres no Brasil supera o de homens. A população brasileira é formada por 48,9% de homens e por 51,1% de mulheres.
Essa realidade, todavia, pode e deve ser revertida e alguns avanços vêm sendo registrados. No governo federal, um levantamento realizado pelo Observatório de Pessoal do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, indicou que houve um incremento na participação de mulheres em cargos de alta liderança na administração pública federal. O aumento foi de 29%, em dezembro de 2022, para 34%, em abril de 2023, o que representa crescimento de 17% no quadrimestre em relação ao último mês do ano passado. Conforme a ministra de Gestão e Inovação de Serviços Públicos, Esther Dweck, várias medidas estão sendo tomadas para valorizar o trabalho das mulheres, como oferta de cursos de qualificação e a criação de um ambiente acolhedor para que elas possam exercer seu ofício.
Essas iniciativas com sentido inclusivo são muito importantes para que se atinja uma paridade tanto na administração pública quanto na iniciativa privada. A contribuição das mulheres, inclusive com suas pautas prioritárias, a exemplo de creches e de equivalência salarial, é fundamental para que se chegue a um estado de bem-estar social que deve permear toda a coletividade.