É preciso, sim, desconfiar de todos. Não por paranoia, mas por lucidez. Repetindo: a maioria dos abusos não vem do estranho encapuzado, mas de alguém que cumprimenta, senta à mesa, frequenta a casa ou está dentro dela. O discurso confortável de “aqui não acontece” é cúmplice do silêncio que protege agressores.