O Monsoon, time da elite do Campeonato Gaúcho em 2026, colhe os frutos de sua recente mudança de Porto Alegre para o Litoral Norte, aos poucos fincando raízes na região. A mais recente intenção do clube situado em Capão da Canoa e nascido em 2021 é construir a Arena Monsoon, de 30 mil lugares, arquibancadas cobertas nos quatro lados, campo oficial padrão Fifa e pista de atletismo, entre a Estrada do Mar e a avenida Paraguassú, ao lado do câmpus da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).
O terreno de cerca de 30 hectares deve ser cedido pela Prefeitura por 40 anos, entre a Praia do Barco e o distrito de Capão Novo. Não apenas deverá estar ali o estádio, apoiado por empresários locais e celebrado por torcedores do clube nas redes sociais, e cujo projeto está sendo estudado com o apoio de um arquiteto espanhol especializado em arenas pré-moldadas, como também um espaço multiúso para a comunidade, com capacidade para shows, eventos corporativos e culturais.
Haverá também quadras de areia e futevôlei, espaço kids com piso emborrachado para crianças, de maneira que sustente o fomento ao talento total do futebol de base e feminino. Embora mande seus jogos no Gauchão deste ano no Estádio Francisco Noveletto Neto, do São José, em Porto Alegre, o “Tubarão” trocou, no final do ano passado, seu escudo para citar o nome de Capão da Canoa, e desta maneira vem atuado no Estadual.
A sede administrativa e uma loja do clube ficam na rua Tupinambá, no Centro de Capão da Canoa, já tendo comercializado desde então por volta de 300 camisetas. Às voltas com a permanência na 1ª Divisão estadual na temporada 2026, já que atualmente joga o quadrangular para tentar escapar do rebaixamento, o clube-empresa vê a construção do estádio, que poderá envolver o uso de contêineres, como um projeto de médio e longo prazo.
Por isso, segundo o CEO Vitor Hugo Manique, mesmo que a equipe principal caia para a Divisão de Acesso do Gauchão no próximo ano, o projeto estimado em 4 milhões de euros deverá prosseguir. De acordo com ele, há inclusive um projeto em curso para vender os naming rights da futura arena para uma grande companhia farmacêutica, cujo nome ele prefira manter em sigilo. “
A ideia é deixar um grande legado para a região. Estabelecemos obrigatoriamente, em nosso planejamento, que 50% dos atletas de base devam ser oriundos do Litoral, para que a gente crie esta identidade com as pessoas da região e seja eliminado qualquer pensamento de que nós não vamos pertencer à região litorânea”, disse Manique, acrescentando que os outros 50% serão captados de clubes parceiros que precisam dar minutagem aos seus atletas.
Ele também justifica esta permanência como estratégica, já que o Litoral Norte é uma das regiões que mais cresce em população proporcionalmente no Rio Grande do Sul, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta, segundo ele, é que o Monsoon possa jogar em um estádio já no ano que vem, independentemente de ser nesta arena, nos campos do clube Caponense ou do bairro São Jorge, todos em Capão da Canoa. Ainda de acordo com o CEO, a captação dos recursos deverá ocorrer através de leis de incentivo fiscal e demais parceiros privados.