Para os turistas que chegam em Cidreira pelas ERSs 040 e 784, a paisagem que os recepciona é marcada por quatro elementos já característicos do Litoral Norte: a vegetação costeira, a praia, os cataventos da usina eólica e os charmosos lençóis cidreirenses. Localizados entre a Lagoa da Fortaleza e o mar, o espaço recebe visitantes diariamente por conta da sua biodiversidade e pelas piscinas naturais.
Durante o verão, a sequência de dias mais quentes pode fazer com que grande parte das piscinas evaporem, mas a caminhada pelas dunas de areia branca e fina ainda oferecem um passeio por uma paisagem única. Nesta temporada, ainda são poucas as piscinas naturais que restam. Mesmo assim, o local segue recebendo visitantes que, tal qual estivessem em um deserto, sonham em encontrar lagos naturais de água cristalina em meio aos bancos de areia.
Um destes visitantes é Alexandre Simon, de 51 anos, que levou a esposa e os três filhos para o passeio, esperando encontrar os lençóis. Mesmo com as piscinas naturais secas, ele destacou que a caminhada pelas dunas ainda é uma ótima atração para as famílias, principalmente para que as crianças possam brincar na areia. A família, que é de Canoas, está veraneando em Cidreira nestas férias.
- Obras de reconstrução de trecho da Rota do Sol devem começar já na próxima semana
- Lagoa do Peixoto, em Osório, segue imprópria para banho
- Período de reprodução proíbe pesca do bagre no Rio Tramandaí
“É um passeio muito legal com uma paisagem muito bonita, por conta de suas várias lagoas e lençóis naturais. Infelizmente, hoje estava seco, mas acredito que após um período de chuva possa ser uma experiência para ficar na memória de toda a família, principalmente das crianças. Sempre passamos as férias por aqui, então as crianças gostam muito de vir aqui e brincar rolando nas dunas. Para elas é muito legal esse contato com a natureza”, contou.
Além do passeio de turistas, a área também recebe constantemente grupos de pesquisas em biologia e geologia de diversas universidades gaúchas. A professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Renata Guimarães Netto, explicou que a formação de lençóis e a evaporação da água ocorrem por conta da influência do clima.
“Estes corpos d’água são efêmeros, são temporários. Então, com a variação do clima, existem épocas mais úmidas, com concentração maior de água, e períodos mais secos. No verão, é normal que tenha mais evaporação e drenagem”, completou.