Verão

Calor faz lençóis evaporarem, mas passeio pelas dunas segue atraindo turistas em Cidreira

Com o calor, são poucas as piscinas naturais que resistem no parque

Mesmo sem piscinas naturais, família aproveitou para passear pelas dunas de Cidreira
Mesmo sem piscinas naturais, família aproveitou para passear pelas dunas de Cidreira Foto : Pedro Piegas

Para os turistas que chegam em Cidreira pelas ERSs 040 e 784, a paisagem que os recepciona é marcada por quatro elementos já característicos do Litoral Norte: a vegetação costeira, a praia, os cataventos da usina eólica e os charmosos lençóis cidreirenses. Localizados entre a Lagoa da Fortaleza e o mar, o espaço recebe visitantes diariamente por conta da sua biodiversidade e pelas piscinas naturais.

Durante o verão, a sequência de dias mais quentes pode fazer com que grande parte das piscinas evaporem, mas a caminhada pelas dunas de areia branca e fina ainda oferecem um passeio por uma paisagem única. Nesta temporada, ainda são poucas as piscinas naturais que restam. Mesmo assim, o local segue recebendo visitantes que, tal qual estivessem em um deserto, sonham em encontrar lagos naturais de água cristalina em meio aos bancos de areia.

Um destes visitantes é Alexandre Simon, de 51 anos, que levou a esposa e os três filhos para o passeio, esperando encontrar os lençóis. Mesmo com as piscinas naturais secas, ele destacou que a caminhada pelas dunas ainda é uma ótima atração para as famílias, principalmente para que as crianças possam brincar na areia. A família, que é de Canoas, está veraneando em Cidreira nestas férias.

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“É um passeio muito legal com uma paisagem muito bonita, por conta de suas várias lagoas e lençóis naturais. Infelizmente, hoje estava seco, mas acredito que após um período de chuva possa ser uma experiência para ficar na memória de toda a família, principalmente das crianças. Sempre passamos as férias por aqui, então as crianças gostam muito de vir aqui e brincar rolando nas dunas. Para elas é muito legal esse contato com a natureza”, contou.

Além do passeio de turistas, a área também recebe constantemente grupos de pesquisas em biologia e geologia de diversas universidades gaúchas. A professora da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Renata Guimarães Netto, explicou que a formação de lençóis e a evaporação da água ocorrem por conta da influência do clima.

“Estes corpos d’água são efêmeros, são temporários. Então, com a variação do clima, existem épocas mais úmidas, com concentração maior de água, e períodos mais secos. No verão, é normal que tenha mais evaporação e drenagem”, completou.