Elas chamam a atenção logo na entrada de Santa Catarina para quem chega pela ponte sobre o rio Mampituba. As capivaras de Passo de Torres viraram atração turística na pequena praça ao lado da rótula de acesso à cidade. Ali, cerca de 10 animais pastam tranquilamente em meio a curiosos que tiram dezenas de fotos. No local, há inclusive filhotes, que também parecem não se incomodar com os “paparazzi”.
No fim da tarde, a vendedora Bianca Ferreira, 38 anos, levou a filha Manuela, de 5, para ver de perto as capivaras. Moradores de Santa Cruz do Sul, no Centro do Estado, a família conhecia os animais apenas por vídeos. Ao observá-los de perto, a menina se assustou. “Eu fiquei com um pouco de medo por causa da doença do carrapato”, disse a criança.
“A gente explicou para ela que são animais silvestres, que podem transmitir doenças, e que é preciso respeitar o espaço deles, sem encostar”, contou Bianca, após tirar fotos dos animais de todos os ângulos.
- Com show descontraído, banda da Brigada Militar conquista o público no Litoral Norte
- Conheça o bicuíra, novo prato típico de Tramandaí que faz sucesso nos quiosques de praia
- Com investimentos na Rota da Rapadura, Santo Antônio da Patrulha quer se tornar “nova Gramado” gastronômica
A aposentada Neusa Farias, 64 anos, também fez vários registros e contou que enviou as imagens para a neta. “Minha netinha até me pediu uma capivara, mas de pelúcia. A de verdade eu prefiro só mostrar de longe”, brincou.
No entanto, ao contrário da aposentada, outros visitantes foram vistos encostando e acariciando os animais. No local, não há placas orientando a manter distância ou a não alimentar as capivaras.
“Eu vi uma moça passando a mão nelas, mas eu prefiro não encostar. Acho que tem que respeitar. Gosto de olhar, mas mantenho distância”, afirmou Neusa.
A Prefeitura de Passo de Torres foi procurada para esclarecer que tipo de acompanhamento ou cuidado é realizado em relação às capivaras, mas não retornou até o fechamento desta reportagem.