O prefeito de Osório, Romildo Bolzan Júnior, acompanhado do vice-prefeito, Ed Moraes, dos secretários municipais de Meio Ambiente e Gestão Territorial e da Agricultura, Pecuária e Pesca, além do procurador-geral do município, Valdemiro Ribeiro da Silva, recebeu em seu gabinete uma comitiva da Corsan para tratar sobre os projetos de saneamento para o município de Osório. No encontro, o setor de engenharia da Companhia apresentou duas possibilidades de intervenções na Lagoa do Marcelino, que recebe esgoto bruto oriundo de galerias mistas existentes na cidade.
Durante o ano passado, reuniões já vinham sendo realizadas para tratar a questão com a proposta de implantação do Separador Absoluto nas principais galerias para separar o esgoto doméstico da água da chuva. Nesta reunião, foi apresentada uma segunda possibilidade para separar o pluvial do cloacal, o Coletor de Tempo Seco, que levaria cerca de um ano para ser implantado nas galerias mistas, enquanto o Separador Absoluto levaria três anos para ser concluída a obra.
“A reunião foi muito produtiva porque recebemos as alternativas para a questão da Lagoa do Marcelino. Vamos transformar o assunto num debate público para que toda a população saiba sobre as propostas apresentadas para o sistema de saneamento para o município e decida qual considera mais adequado”, disse o prefeito Bolzan Júnior. A estimativa é que a partir de 30 dias a Corsan já apresente as duas possibilidades de projetos para solucionar a questão do lançamento de esgoto bruto na lagoa do Marcelino.
Entre a equipe da Corsan participaram da reunião o Diretor de Relações Institucionais da Corsan Aegea, Fabiano Dallazen, o Gerente de Relações Institucionais, Luciano Brandão, o coordenador da Companhia em Osório, Leandro Mendes, além de membros do setor de engenharia da concessionária. O ex-procurador-geral do município, Vinícius Fich, também participou do encontro.
Lagoa do Marcelino deságua na Lagoa do Peixoto
A Lagoa do Marcelino tem um canal que deságua na Lagoa do Peixoto, um dos pontos mais populares de água doce do Litoral Norte. Nas últimas seis semanas, o boletim de Balneabilidade da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) indicou que as águas da Lagoa do Peixoto estão impróprias para banho.
De acordo com a Fepam, o corpo de água apresentou alto índice de cianobactérias, com uma medição de 210.354 células/ml no boletim mais recente, divulgado no último dia 13; quatro vezes mais do que o limite seguro de 50 mil células/ml, o que indica, ainda segundo o órgão ambiental, condições de eutrofização, ou excesso de nutrientes.
Observa ainda a Fepam que os gêneros de microorganismos Aphanocapsa sp. e Raphidiopsis sp., localizados nesta lagoa, “são potenciais produtores de toxinas, e a exposição a essa água pode levar a intoxicações agudas ou crônicas”. Mesmo com alerta, algumas pessoas se arriscam entrando na água.
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