A Plataforma de Atlântida, no município de Xangri-Lá, no Litoral Norte, foi um dos principais pontos turísticos do litoral gaúcho. Hoje, agoniza com a degradação provocada pelo tempo e pela maresia. Afora isso, um embate judicial impede sua revitalização. Fundada em 1975, a plataforma avança cerca de 280 metros mar adentro.
A estrutura foi interditada em outubro de 2023, quando parte dela desabou. A plataforma era administrada pela Associação dos Usuários da Plataforma Marítima da Atlântida (Asuplama) desde a década de 1990 e foi interditada em função do risco de desabar. Em julho do ano passado, outro trecho caiu durante a passagem de um ciclone extratropical pelo litoral gaúcho.
Com fiação cortada e estrutura visivelmente avariada, a prefeitura de Xangri-Lá instalou uma placa na lateral proibindo surfar, nadar, tomar banho e circular por baixo da plataforma. A sinalização vermelha ainda alerta para o risco de desmoronamento e para a presença de escombros no fundo do mar.
Há uma proposta que prevê uma concessão de 70 anos, dividida em dois contratos de 35 anos. Duas empresas e um empresário do Litoral Norte já manifestaram interesse em assumir a reforma da plataforma.