Quem cresceu vendo o seriado “Chaves”, pode ter certeza que lembra de um bordão ou alguma fala específica dos personagens Quico, Seu Madruga, Dona Florinda, Chiquinha e do personagem que dá nome ao seriado mexicano: Chaves.
Foram diversas as trapalhadas feitas na televisão que levavam todos às gargalhadas no sofá de casa. Um entretenimento que era democrático, para toda a família, independente da classe social, que conquistou o coração dos brasileiros rapidamente. Apesar de muitos entranharem num primeiro momento já que eram adultos “fingindo” serem crianças.
Algo que os próprios dubladores Cecília Lemes e Carlos Seidl - que deram voz a Chiquinha e Seu Madruga, respectivamente - também estranharam. Mas não demorou muito para perceberem o fenômeno que a vila se tornaria com o passar dos anos.
Neste final de semana, os dubladores estiveram em Porto Alegre para encontrar fãs de “Chaves”. Cecília e Carlos afirmaram que ainda recebem o carinho do público nas ruas. Muitos reconhecem o tom de voz e pedem para que reproduzam algum bordão. Não é preciso muito para que muitos caiam no choro com o choro da Chiquinha ou com a clássica frase do Seu Madruga “Tinha que ser o Chaves”.
As falas são particularidades que a dublagem brasileira conseguiu traduzir com excelência. Até mesmo quando a direção do seriado pedia por mudanças nos regionalismos do México para os do Brasil. Segundo eles, um único pedido feito pelo próprio Silvio Santos foi que no episódio “Vamos Todos A Acapulco” o local fosse traduzido como “Guarujá”. Apesar do estranhamento, é um dos episódios mais queridos pelos brasileiros.
*Sob supervisão de Marcos Santuario