Feira do Livro

Encontro sobre Novo Plano Nacional do Livro debate a democratização da literatura

Reunião pública ocorrida no Espaço Força e Luz discutiu o estímulo à leitura e o fortalecimento do setor

Mesa contou com o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Maximiliano Ledur; do secretário de Formação e Leitura do MinC, Fabiano Piúba; do diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Jéferson Assumção; do diretor do Departamento do Livro, Leitura e Literatura do governo do Estado e do IEL, Sílvio Bento; e Márcia Cavalcante, coordenadora do Cirandar
Mesa contou com o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Maximiliano Ledur; do secretário de Formação e Leitura do MinC, Fabiano Piúba; do diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Jéferson Assumção; do diretor do Departamento do Livro, Leitura e Literatura do governo do Estado e do IEL, Sílvio Bento; e Márcia Cavalcante, coordenadora do Cirandar Foto : Eduardo Fernandes / Divulgação / CP

Na manhã deste sábado, dia 2, segundo dia da 70ª Feira do Livro de Porto Alegre, ocorreu um encontro no Auditório Barbosa Lessa, no Espaço Força e Luz, que discutiu o mercado da literatura. A reunião pública sobre a construção do Novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2025-2035 trouxe questões entre o governo e o setor da cultura e literatura do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre.

O documento consolida diretrizes que buscam assegurar a democratização do acesso ao livro, a valorização e estímulo à leitura e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro. A consulta pública acontece entre 18 de novembro e 18 de dezembro, e a previsão é que seja assinado no dia 23 de abril de 2025, no Dia Mundial do Livro.

A mesa, mediada pela Mariana Martinez, coordenadora do escritório do MinC no RS, contou com a presença do presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Maximiliano Ledur, do secretário de Formação e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, e do diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Jéferson Assumção. Também participaram do debate o diretor do Departamento do Livro, Leitura e Literatura do governo do Estado e do Instituto Estadual do Livro, Sílvio Bento, e Márcia Cavalcante, coordenadora do Centro de Integração de Redes - Cirandar.

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Ledur destacou que o plano pensa em ações para 10 anos. “Nunca é demais reforçar sobre a importância das bibliotecas e dos livros no nosso país”, diz. Para o secretário Piúba, ainda existe no Brasil uma situação de emergência em torno das questões de livros e leituras, por isso as políticas públicas são tão relevantes e inadiáveis. “A cultura e a literatura melhoram inclusive os índices da educação básica no Brasil”, reforçou. Assumção destacou, entre os princípios norteadores do Plano, o estímulo às famílias leitoras e a garantia de acesso ao livro com preços acessíveis. Diretor do Instituto Estadual do Livro, Silvio Bento falou sobre o papel do Estado no estímulo à leitura. “Olhando para a realidade do nosso país e para os preços dos livros, se não conseguirmos ter famílias leitoras, precisamos exercitar para que tenhamos no mínimo jovens e estudantes leitores”.

Para a conselheira municipal de cultura e coordenadora do Cirandar, Márcia Cavalcante, o Plano precisa ser prioritariamente colocado em prática. “É preciso ver os reflexos na ponta, na democratização do acesso. As pessoas não lêem no Brasil não porque não querem, mas porque não têm acesso.”

A Feira do Livro acontece até o dia 20 de novembro, com mais de 700 sessões de autógrafos e mais de mil eventos culturais. Confira a programação completa no site da Feira.