Feira do Livro

O Patrono e um grande amigo na Feira do Livro de Porto Alegre

Documentário sobre a amizade de Sergio Faraco e o uruguaio Mario Arregui marca a programação de hoje

Na tela do Barbosa Lessa, Sergio Faraco e a sua amizade com Mario Arregui
Na tela do Barbosa Lessa, Sergio Faraco e a sua amizade com Mario Arregui Foto : Ricardo Giusti

Uma amizade que extravasou as fronteiras entre o estado do Rio Grande do Sul e o Uruguai será retratada nesta terça-feira, às 17h30min, no Auditório Barbosa Lessa, do Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223) na sessão especial do documentário “Mario Arregui & Sergio Faraco – Amizade Sem Fronteiras”, com direção de Rafael Valles e narração dos atores Nelson Diniz e Roberto Carnaghi. Após a projeção do filme, será realizado um bate-papo com o escritor, tradutor e patrono desta 70ª edição da Feira, Sergio Faraco e Rafael Valles.

A produção trata do início da amizade entre os dois autores, quandom em 1981, Faraco contatou Arregui para traduzir ao português alguns de seus contos. As correspondências entre eles duraram entre 1981 e 1985, quando o escritor uruguaio faleceu. As cartas foram publicadas na obra Mario Arregui & Sergio Faraco – Diálogos sem fronteira (L&PM, 2009). Faraco fez traduções dos livros de contos “Cavalos do Amanhecer” (1982) e “A Cidade Silenciosa” (1985). Eles tiveram apenas um encontro ao vivo, que foi em 1982, durante a 28ª Feira do Livro de Porto Alegre, quando Arregui veio lançar “Cavalos do Amanhecer”, em edição da L&PM. O filme de Valles recebeu o prêmio de Melhor Documentário Experimental no 18° Atlantidoc – Festival Internacional de Cine Documental del Uruguay deste ano.

Às 17h desta terça-feira, outro veterano autor gaúcho, o poeta, contista e tradutor José Eduardo Degrazia, colaborador do Caderno de Sábado do CP, lança o seu livro de minicontos “O Homem que Escrevia no Bar”, pela Editora Sulina. Degrazia autografa a obra na Praça de Autógrafos Gerdau.

Degrazia publicou seus primeiros minicontos no início dos anos 1970 em jornais e revistas de Porto Alegre e São Paulo. Os textos vinham da vertente do microrrelato, inicialmente vertente do conto e da crônica, e depois trabalhado com uma poética de construção de imagens e de sínteses. O miniconto é uma narrativa de extrema contenção, mas que nunca perde a necessidade de contar uma história, tendo personagem, ambientação e tempo. Os trabalhos de Degrazia abordam as relações do cotidiano, a solidão das grandes cidades, as crises pessoais e sociais. A obra tem apresentação da professora Márcia Ivana Lima Silva e ilustrações de Gabriel Oliva.

Veja Também