Neste sábado, Porto Alegre recebe a abertura de três mostras com temáticas e motivações diversas. Às 14h, a Fundação Iberê (Padre Cacique, 2000) abre exposição dedicada aos estudos e desenhos de Iberê Camargo (1914–1994). Com curadoria de Carmela Gross, "Iberê Camargo – quem sabe, o tempo..." reúne 1.091 obras de diferentes momentos do artista. Entre elas, estão nove desenhos produzidos entre 1927 e 1928 pelo adolescente Iberê, com 13 e 14 anos de idade.
O convite à Carmela foi feito durante sua exposição na Fundação, "Boca do Inferno" (2024), e aceito prontamente. A partir do conto de Iberê "O relógio", de 1959 e publicado em 1988, a artista definiu o tema da mostra.
Como um roteiro cinematográfico, os desenhos e estudos são apresentados em 93 pranchas de 1,20 por 0,80 m, compondo, no interior de cada plano, um mosaico de peças irregulares. "Juntos e ordenados em sequência, eles formaram virtualmente amplas janelas – janelas abertas nas paredes sólidas do edifício do museu, simbolicamente abertas de par em par para o mundo lá fora", explica Carmela. Visitação até 28 de março de 2027.
- Ronda Cultural: Eventos gratuitos, teatro e música no final de semana em Porto Alegre
- Abstracionismos em mostra com abertura hoje no Margs
- Fundação Iberê recebe exposição inédita de Erró
Exposição indígena no Margs
A exposição "MAHKU – Vende tela, compra terra" vai ocupar o 1° andar expositivo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs). A inauguração ocorre neste sábado, dia 18, às 10h, simultaneamente à abertura da mostra "José Verá – Mbya Nhenhandu Reko: a essência da sabedoria Guarani", compondo um ciclo de exposições que dão uma mostra da produção artística indígena contemporânea brasileira. O evento contará com a presença do artista Ibã Huni Kuin, também curador da exposição ao lado do pesquisador Daniel Revillion Dinato. Com entrada gratuita, a exposição seguirá em exibição até o próximo dia 5 de julho.
A mostra resulta de uma parceria iniciada em 2023 com Dinato e o Movimento dos Artistas Huni Kuin (MAHKU), composto por artistas da nação Huni Kuin, etnia que reúne cerca de 16 mil pessoas que vivem na floresta amazônica, em uma região que abrange o Estado do Acre e o Peru. A exposição estreou na SBC Galeria de Arte Contemporânea de Montreal (Canadá), em 2022, passou pelo Museu Ilnu de Mashteuiatsh (também no Canadá), em 2024, e agora é apresentada pela primeira vez no Brasil.
“Sete Cabeças” da Usina do Gasômetro
A Galeria Escadaria abre hoje, 15h, "Sete Cabeças", exposição com trabalhos de sete fotógrafos, distintos em linguagem e abordagem, mas convergentes em potência estética e relevância contemporânea. A curadoria é de Marcos Monteiro, que realizou 42 exposições a céu aberto. A visitação é diária, ao longo de 24h, até 3 de junho, no Píer da Usina do Gasômetro.
As fotos abordam temas como religiosidade, sobrevivência humana, deslumbramento diante da natureza, manifestações populares e dimensões do imaginário e do surreal. Cynthia Feyh Jappur expõe "Utopia Cromática"; Douglas Fischer, "Siré"; Fernando Kokubun, "Vestígios"; Hilton Lebarbenchon, "Ao Sul do Mundo"; Iara Tonidandel, "Peso do Olhar Infantil"; Míriam Ramalho, "Mães de Dzaleka" e Roberta Tavares, "Pernambuco: Onde o Chão Ferve e a Alma Dança". "Mais do que uma exposição, "Sete Cabeças" é um encontro de olhares que tensionam, sensibilizam e expandem as possibilidades da fotografia contemporânea", afirma Marcos Monteiro, criador da Galeria Escadaria, que funcionou desde 2021 no Viaduto Otávio Rocha, e por conta das obras de restauração passou para o Píer do Gasômetro.