O número de mulheres atuando em Tecnologia da Informação (TI) no Brasil apresentou crescimento no último ano: o total na área passou de 69,8 mil para 73 mil profissionais, uma alta de 4,6% em relação ao ano anterior, segundo a Perfil das Mulheres em TI no Brasil 2025, realizada pela Serasa Experian.
De acordo com o levantamento, Apesar do avanço, as mulheres representam apenas 0,08% da população feminina brasileira com 18 anos ou mais. Em 2024, esse índice era de 0,07%.
A comparação com os homens evidencia a desigualdade no setor. Entre a população masculina adulta, 0,34% atuam em tecnologia da informação, percentual mais de quatro vezes superior ao registrado entre as mulheres. O estudo analisou dados de 93,5 milhões de mulheres e 92,7 milhões de homens no país.
Além de medir a presença feminina na área, o levantamento também traçou um perfil socioeconômico das profissionais. Cerca de metade das mulheres que trabalham em TI possui score de crédito considerado excelente, entre 601 e 1.000 pontos, enquanto 29,7% apresentam classificação considerada boa, entre 401 e 600.
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Em relação à renda, 38,4% recebem entre R$ 2 mil e R$ 4 mil mensais. Já 13,5% têm rendimento superior a R$ 10 mil. A maioria pertence à classe AB, com 52,2% das profissionais, seguida pela classe C, que reúne 33,1%.
A distribuição regional também mostra concentração geográfica. O Sudeste reúne a maior parte das profissionais do setor. São Paulo concentra 31,5% das mulheres em TI, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11,2%, e Minas Gerais, com 8,4%.
Para Marceli Brandenburg, cofundadora do Instituto Ladies in Tech, o avanço no número de mulheres no setor representa um movimento importante, mas ainda insuficiente para mudar o cenário de desigualdade. Segundo ela, ampliar a presença feminina na tecnologia passa também pela criação de redes de apoio, oportunidades de formação e ambientes de trabalho mais inclusivos. “Não basta aumentar a presença feminina na tecnologia. É preciso criar condições para que mais mulheres possam decidir, liderar e transformar o setor”, afirma.
