A moda pode até parecer chata quando olhamos os desfiles internacionais atualmente e tudo se torna previsível, massificado e com falta de inovação. Ao mesmo tempo, a Semana de Moda de Copenhague, na Dinamarca, conhecida por destacar tanto designers estabelecidos quanto emergentes, tem ganhado destaque global por seu compromisso com a sustentabilidade, pela inovação no setor fashion e também no street style.
O termo street style se refere ao estilo das ruas, ou seja, a forma como as pessoas comuns se vestem no dia a dia, misturando tendências, expressando sua personalidade e criando novas estéticas fora das passarelas. Esse é um dos principais destaques das semanas de moda, quando fotógrafos e fashionistas registram os looks mais interessantes de influenciadores, celebridades e anônimos, o que muitas vezes acaba inspirando coleções de grandes marcas no futuro.
Mas isso tudo está acontecendo e chegando até onde na moda? O que está sendo vendido em lojas não é muito essa inovação no vestir… O maior problema é que nem sempre essas novidades ganham destaque em marcas popularizadas e consumidas em todo o mundo. A informação e a inovação acabam “morrendo” e não sendo vistas ou até mesmo vestidas.
As marcas que lançam as grandes tendências estão indo de acordo com o mercado e o consumo do luxo, que lançou a moda minimalista como uma tendência atemporal. O que eu vi e analisei nessas semanas de moda internacionais, e ainda cito a New York Fashion Week, é tudo igual, mais do mesmo, marcas de luxo entregando produtos iguais, sem qualidade e esquecendo o que faz elas serem o que são e estarem onde estão.
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Quando falamos em vestir algo, o consumo de moda vira mais sobre status, principalmente quando falamos de produtos de luxo. Consumir um produto para pertencimento e não pela qualidade, atemporalidade e menos ainda sobre expressão pode tirar a graça do vestir, sendo mais estratégico quando se fala em intenção de uma linguagem não verbal, deixando uma imagem igual ou semelhante a todos.
Agora, te faço uma pergunta: será que esse comportamento é para pertencer a algo? Igualar a todos? Ou só mesmo uma preguiça de tudo e todos?
Marina Käfer é formada em Design de Moda e pós-graduada em Comportamento do Consumidor e Moda, Mídia e Mercado. Já foi professora consultora de varejo em instituições como Senac e Sebrae. Tem especializações em styling, jornalismo de moda e visagismo, com experiência no mercado plus size.
